22 de abril de 2026 a 24 de abril de 2026

A oficina propôs uma imersão na arte indígena contemporânea a partir da trajetória de Moara Tupinambá, articulando prática criativa e reflexão crítica sob uma perspectiva contracolonial e descolonizadora. Foram abordadas as relações entre arte, território, ancestralidade e as lutas dos povos originários na contemporaneidade.

Inspirada em Jaider Esbell e nas “agendas indígenas” de Linda Tuhiwai Smith, a atividade discutiu a arte como ferramenta de retomada, produção de conhecimento e enfrentamento das violências coloniais. A proposta incluiu experimentações em colagem, desenho e composição simbólica, convidando os participantes a desenvolverem criações a partir de seus repertórios pessoais, culturais e políticos.

Moara Tupinambá é indígena Tupinambá. Nasceu em Belém do Pará e é da Aldeia Tucumã Tupinambá do Tapajós, mas vive em contexto urbano em Campinas. Atua como artista visual, ilustradora e curadora ativista, com produção que envolve desenho, pintura, colagem, instalação, escrita, fotografia, vídeo e literatura. Sua poética investiga cartografias da memória, identidade, ancestralidade e processos de reafirmação Tupinambá na Amazônia, articulando arte, política e educação. É organizadora do GEMTUPY Grupo de Estudos Maenry Tupinambá. Desde 2024, desenvolve atividades de arte e educação na Aldeia Tucumã Tupinambá. Fez a direção criativa da Ocupação do Ailton Krenak de 2025, pelo Itaú Cultural. Realizou a exposição Mirasawá no Museu Nacional da República, Brasília (2025), e a exposição individual Maenry, Tupinambá: eu existo!, em Campinas (2025). Participou da Bienal de Montevidéu (2025) com a obra Manto Tupinambá de Maery. Integrou o Museu de Arte de Rua (MAR) em São Paulo (2024), com o mural A vovó Samaúma, no bairro de Perus. Participou da exposição Fruturos, do Museu do Amanhã, com a mostra Maenry, Tupinambá: eu existo!, em Belém do Pará (2024). Participou da Bienal das Amazônias (2023) com a obra Manto Tupinambá de Maery, sob curadoria de Keina Eleison, Sandra Benites e Vânia Leal.É autora do livro O sonho da Buya-wasú, publicado pela Editora Miolo Mole. Recebeu o 8 Prêmio de Artes do Instituto Tomie Ohtake (2022), o Prêmio do 67 Salão Paranaense MAC Paraná, e o Prêmio de Melhor Animação na Mostra Audiovisual Vidas Indígenas, do Museu da Pessoa (2025).