21 de setembro a 24 de novembro de 2024
“Eu vejo com o coração.”
Encantado pelas imagens desde que ganhou a primeira câmera fotográfica, aos oito anos, Thomaz Farkas (1924-2011) construiu horizontes de quem vê além, seja na fotografia, no cinema ou nos negócios. Explorar luz e sombra, perceber beleza e humanidade estão entre as peculiaridades do olhar de Farkas.
Nascido na Hungria e apaixonado pelo Brasil, foi um dos nomes mais conhecidos na fotografia brasileira da segunda metade do século XX. A exposição propõe espaços diversos para contar sobre a vida de quem olhou com atenção e curiosidade para o país e para o povo que o acolheram. Com curadoria de Simonetta Persichetti e Rubens Fernandes Junior, o momento celebra o centenário de Farkas. Além de ser reconhecido por sua produção fotográfica, tendo realizado exposições nos mais importantes centros culturais e museus do Brasil e do exterior, Farkas também destacou-se por sua vasta e inovadora produção cinematográfica documental.
“No meu sangue corre hipossulfito de sódio*”
*Agente fixador utilizado no processo de revelação de fotografias.

Por meio dos documentários, Farkas esquadrinhou um Brasil distante dos grandes centros urbanos. Essa empreitada de quase 40 documentários ficou conhecida como “Caravana Farkas” e revelou grandes talentos do cinema brasileiro. Dentre esses documentários, pelo menos quatro foram gravados no Ceará: “O Engenho”, “Viva Cariri”, “Visão de Juazeiro” e “Padre Cícero”.
Expografia de André Scarlazzari
Concepção, direção e dramaturgia de Wellington Gadelha