10 de janeiro de 2026

“Ypykuéra: Povos Originários e a Megafauna — uma experiência imersiva em nossa história profunda” propõe um mergulho sensorial na história das Américas, conduzindo o visitante por uma linha do tempo dinâmica que vai do ano de 1500 da nossa era até cerca de 27 mil anos antes do presente (AP). 

Nesse percurso, o público é levado ao período em que os primeiros povos do continente americano coexistiram com gigantes da megafauna hoje extinta, como tigres-dentes-de-sabre, preguiças gigantes e gliptodontes (mamíferos característicos da megafauna).

A obra foi desenvolvida pelo Laboratório de Visualizações Interativas e Simulações (LABVIS) da Universidade Federal do Ceará ( UFC ) em parceria com a Lunart Estúdio de Animação. O professor da UFC Adriano Oliveira está à frente da equipe que desenvolveu a obra. Ele coordena o Laboratório de Visualizações Interativas e Simulações (LABVIS) da Universidade Federal do Ceará, que criou a experiência em parceria com a Lunart Estúdio de Animação.

Sobre a obra

Ypykuéra integra rigor científico, linguagem poética e tecnologias de visualização imersiva com o objetivo de ampliar o acesso ao conhecimento produzido pela ciência. A obra busca, por meio da experiência estética, apresentar uma narrativa acessível a públicos diversos. Trata-se de uma proposta que valoriza o patrimônio cultural e natural, estimula a curiosidade histórica e contribui para a difusão do conhecimento sobre as origens profundas da ocupação humana no continente americano”.

A obra também procura despertar o interesse do público sobre a “história profunda” da ocupação humana das Américas. Esse conceito refere-se a uma forma ampliada de compreender o passado humano que ultrapassa os próprios limites da história escrita. A experiência busca, assim, reconstruir trajetórias humanas muito mais antigas, que se estendem por dezenas de milhares de anos.

O trabalho também faz uma homenagem à arqueóloga e pesquisadora Niède Guidon (Jaú, SP, 12 de março de 1922 – São Raimundo Nonato, PI, 4 de junho de 2025), arqueóloga brasileira, doutora pela Sorbonne, reconhecida internacionalmente por estudos sobre o povoamento das Américas. Niède tornou-se conhecida pelas teorias sobre o povoamento das Américas e pela luta pela criação e preservação do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí. Fundadora da Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), ela liderou as pesquisas na Serra da Capivara (PI) e defendeu evidências de presença humana muito anterior ao consenso tradicional no continente americano.