22 de maio de 2026

Os participantes serão convidados a criar colagens em fotografias do rosto impressas no papel, utilizando folhas, flores secas e outros materiais orgânicos coletados ao redor do museu. A proposta é refletir sobre a interdependência entre humanos e floresta, inspirada na cosmologia indígena apresentada na exposição Re-floresta. Ao pensarmos a obra de Roberta Carvalho nos colocamos para refletir sobre como estamos “sendo floresta” ou como estamos cuidando das matas para que tenhamos mais equilíbrio num mundo que devasta bens naturais por meio do capitalismo que visa unicamente o lucro. A água, a terra e o nosso corpo são partes iguais e também diferentes, é da terra que vem nossa comida, é da água a possibilidade de continuarmos vivendo no corpo que habitamos. Realizar colagens com folhas em auto retratos possibilita todas as reflexões acima citadas de forma lúdica e criativa, para pensar os conceitos de identidade e pertencimento, que envolva crianças e possivelmente também seus país, ao final as colagens vão com seus e suas autoras e autores para casa como lembrança deste momento e que futuramente possam ser transformadas em profissionais que cuidem da terra e de tudo que vem dela.

Aládia Vieira: é Indígena do povo tabajara, estudante do bacharel em Humanidades pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, educadora museal pelo Museu da Imagem e do Som do Ceará e comunicadora pelo Museu Indígena Maria Firmina de Melo na comunidade Tourão, Monsenhor Tabosa.

Elen Andrade: é uma artista, historiadora e ativista negra, com foco em cultura afro-brasileira, movimento negro e história das mulheres negras. Formada em Audiovisual por projetos como Patrimônio na Tela (2014) e Doc. Sertão (2016-2019), e em História pela FECLESC/UECE, integra o Coletivo CASA ALGUEIRO. Dirigiu o curta “Travessias” (2019), e atuou como diretora de fotografia no documentário “Damas de Barro” (2020). Desenvolve projetos como “Vozes Mulheres” (leitura de poemas de autoras negras) e oficinas de filmes-cartas em comunidades, além de ter participado de residências artísticas. Atualmente, é Arte Educadora no Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS-CE), combinando arte, educação e ativismo.